
Papo de Capoeira
Explore a rica cultura da capoeira através de sua história, movimentos, músicas, mestres e grupos
História da Capoeira
A capoeira é uma arte marcial brasileira única. Mistura luta, dança, música e filosofia. Foi criada no Brasil durante a escravidão e se tornou patrimônio cultural da humanidade.
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Origens: Uma Criação Brasileira
A capoeira não nasceu na África. Ela foi criada no Brasil.
Suas raízes vêm de tradições africanas, especialmente de Angola e Congo. Mas a capoeira como conhecemos hoje surgiu nas cidades brasileiras.
As principais cidades foram: Rio de Janeiro, Salvador, Recife e São Luís.
Por que nasceu nas cidades?
Porque era um instrumento de sobrevivência urbana. Escravizados e libertos usavam a capoeira para proteger territórios, defender comércio de rua e garantir segurança nos bairros.
O que significa "capoeira"?
A palavra vem do tupi: ka'a (mato) + pûer (que já foi). Referia-se a áreas de vegetação rasteira onde a luta era praticada.
Outra teoria: vem de "Capu", um cesto usado por carregadores. Como as mãos ficavam ocupadas, desenvolveram uma luta com as pernas.
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Século XIX: Política, Guerra e Criminalização
No século XIX, a capoeira se tornou uma ferramenta política.
Capoeiristas eram contratados por políticos como guarda-costas. Também intimidavam adversários e controlavam eleições. Isso ficou conhecido como capangagem política.
Guerra do Paraguai (1864-1870)
Muitos capoeiristas foram recrutados como soldados. Eles se destacaram no combate corpo a corpo. Formaram unidades temidas pelos inimigos.
Guarda Negra
No final do Império, capoeiristas formaram a Guarda Negra. Eles defendiam a Monarquia e a Princesa Isabel contra os republicanos.
Maltas: Nagôas e Guaiamus
No Rio de Janeiro, a capoeira se organizou em duas grandes grupos:
- Nagôas: ligados a tradições africanas, áreas periféricas
- Guaiamus: crioulos e imigrantes, zonas centrais
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República: A Grande Repressão
Com a Proclamação da República (1889), a repressão ficou muito mais dura.
Sampaio Ferraz assumiu como Chefe de Polícia. Ele tinha autorização para erradicar a capoeira no Rio de Janeiro.
Nova estratégia:
Ferraz não esperava confrontos de rua. Usou informantes para mapear nomes e endereços. Prendeu capoeiristas dentro de suas próprias casas.
O golpe mais cruel:
Prendeu não só os jovens, mas também os mestres mais velhos. Isso interrompeu a transmissão do conhecimento. Foi uma tentativa de extinção cultural.
Código Penal de 1890
A capoeira foi criminalizada oficialmente. A prática em espaços públicos virou crime. Muitos foram exilados para o Acre ou Fernando de Noronha.
Revolta da Vacina (1904)
Capoeiristas participaram ativamente. Prata Preta liderou barricadas contra o governo. Após a repressão, muitos foram exilados.
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Reconhecimento: Mestres Bimba e Pastinha
A repressão no Rio foi tão forte que quase acabou com a capoeira local.
Esse vazio abriu espaço para a capoeira da Bahia se tornar a principal referência nacional.
Década de 1930: A Virada
A partir dos anos 1930, a capoeira começou a ser reorganizada e legitimada.
Mestre Bimba (1900-1974)
Criou a Capoeira Regional. Estruturou o ensino em academias. Criou método, sequências e disciplina. Queria afastar a capoeira da marginalidade.
Mestre Pastinha (1889-1981)
Preservou a Capoeira Angola. Enfatizou ritual, musicalidade, malícia e fundamentos filosóficos ancestrais.
Reconhecimento Mundial
Em 2014, a UNESCO reconheceu a capoeira como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Hoje, a capoeira é praticada em todo o mundo. É uma das expressões culturais brasileiras mais conhecidas internacionalmente.
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